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Mind InstituteConteúdo programático

Especialização em Gestão Estratégica de Bem-Estar no Trabalho

Uma jornada contínua de 12 semanas para estruturar e gerir o bem-estar no trabalho como uma agenda organizacional.

Duração
12 semanas
Período
03/03 a 26/05
Professora
Adriana Drulla
Professora titular
Adriana Drulla

Adriana Drulla

CEO e cofundadora do Mind e Senior Project Lead na Oxford Research & Development Partners, onde trabalha ao lado de Jan-Emmanuel De Neve, Diretor do Wellbeing Research Centre da University of Oxford e uma das principais referências mundiais em workplace wellbeing.

É psicóloga, bacharel em Economia pela University of California, Berkeley, e bacharel em Administração de Empresas pela Haas School of Business, também da UC Berkeley. É ainda Mestre em Psicologia Positiva Aplicada pela University of Pennsylvania.

Sua atuação combina experiência internacional em negócios, psicologia e ciência do bem-estar, conectando evidências sobre Work Wellbeing a estratégia, desenho do trabalho e decisões organizacionais.

Professores convidados — participações especiais de especialistas ao longo da jornada.

Lógica da jornada

Desenvolver a capacidade de estruturar e gerir o bem-estar no trabalho como uma agenda organizacional, conectando ciência, evidências, prioridades, intervenções e acompanhamento de resultados.

Compreender o sistemaLer os driversEscolher como intervirMedir e aprenderTransformar em estratégia
Semana 1 · Módulo I

Bem-estar no trabalho como sistema

Do benefício à gestão

Bem-estar no trabalho não é produzido apenas por benefícios, programas ou ações voltadas ao indivíduo. Ele emerge das condições em que o trabalho acontece — demandas, recursos, relações, decisões, práticas e experiências que fazem parte do cotidiano.

Nesta primeira semana, os participantes ampliam o olhar sobre bem-estar e começam a compreendê-lo como um fenômeno sistêmico e, portanto, como uma agenda que pode ser gerida.

O que o participante vai fazer
  • Compreender diferentes formas de pensar bem-estar no trabalho.
  • Explorar os conceitos de languishing e flourishing.
  • Diferenciar bem-estar individual de Work Wellbeing.
  • Reconhecer como características do trabalho influenciam a experiência das pessoas.
  • Aplicar uma visão sistêmica ao contexto organizacional.
Highlights
Visão sistêmica do trabalhoLanguishing & FlourishingBem-estar no trabalhoDo indivíduo ao sistemaFerramenta de visão sistêmicaCaso aplicado
Semana 2

Bem-estar, performance e business case

Por que essa agenda importa para a organização

Para que bem-estar se torne uma agenda real de gestão, não basta defender sua importância moral ou humana. É preciso compreender o que as evidências mostram sobre sua relação com desempenho e resultados organizacionais e aprender a construir argumentos capazes de sustentar decisões de investimento e priorização.

O que o participante vai fazer
  • Explorar evidências sobre bem-estar e desempenho.
  • Compreender diferentes tipos de resultados associados ao Work Wellbeing.
  • Examinar como bem-estar pode se relacionar à performance organizacional.
  • Entender quais fatores ajudam a explicar essa relação.
  • Estruturar o racional de um business case para a agenda de bem-estar.
Highlights
Impactos do bem-estar no trabalhoBem-estar e performanceEvidências organizacionaisDrivers e resultadosBusiness caseComunicação de valor para a liderança
Semana 3

O modelo de Work Wellbeing e seus drivers

Entender o que influencia o bem-estar no trabalho

Medir bem-estar mostra um resultado. Para gerir essa agenda, é necessário compreender o que pode estar produzindo esse resultado.

Nesta semana, os participantes conhecem uma estrutura para organizar os diferentes fatores que influenciam a experiência de trabalho e começam a distinguir indicadores, drivers e resultados.

O que o participante vai fazer
  • Conhecer o modelo de Workplace Wellbeing.
  • Diferenciar bem-estar, drivers e resultados.
  • Compreender como diferentes condições do trabalho se relacionam.
  • Explorar os principais grupos de drivers.
  • Utilizar o modelo como estrutura para compreender problemas organizacionais.
Highlights
Modelo de Workplace WellbeingIndicadores × driversWork Wellbeing IndexDrivers de Work WellbeingLeitura estrutural do trabalho
Semana 4

Riscos psicossociais e responsabilidade organizacional

Quando as condições de trabalho se tornam fonte de risco

Nem todo sofrimento relacionado ao trabalho deve ser explicado por características individuais.

Nesta semana, os participantes ampliam o olhar para os riscos psicossociais e para as condições organizacionais que podem gerar estresse, desgaste e sofrimento, discutindo também quem é responsável pela agenda de bem-estar dentro das organizações.

O que o participante vai fazer
  • Compreender o conceito de risco psicossocial.
  • Reconhecer formas de manifestação desses riscos no cotidiano.
  • Diferenciar fatores individuais de causas relacionadas ao sistema de trabalho.
  • Identificar erros frequentes na leitura de riscos.
  • Discutir o papel da organização, do RH e da liderança.
Highlights
Riscos psicossociaisEstresse e contexto de trabalhoFatores individuais × sistêmicosErros de interpretaçãoResponsabilidade pelo bem-estarPapel da liderança
Semana 5 · Módulo II

Drivers de bem-estar: desenvolvimento, segurança e relações

As condições sociais para prosperar no trabalho

Bem-estar é influenciado por experiências concretas no trabalho.

Nesta semana, os participantes aprofundam drivers relacionados ao desenvolvimento, à qualidade das relações e à segurança psicológica, compreendendo como essas dimensões influenciam aprendizagem, pertencimento, motivação e funcionamento das equipes.

O que o participante vai fazer
  • Explorar desenvolvimento e crescimento como drivers.
  • Analisar a qualidade das relações de trabalho.
  • Compreender o papel da segurança psicológica.
  • Reconhecer como pertencimento e aprendizagem afetam a experiência de trabalho.
  • Relacionar drivers a situações reais das organizações.
Highlights
DesenvolvimentoRelaçõesSegurança psicológicaAprendizagemPertencimentoDrivers em contexto
Semana 6

Drivers de bem-estar: autonomia, realização, recompensas e segurança

Diferentes condições produzem diferentes experiências de trabalho

Dois grupos podem apresentar resultados semelhantes de bem-estar por razões completamente diferentes.

Nesta semana, os participantes ampliam sua leitura dos drivers e exploram como autonomia, flexibilidade, realização, recompensas e segurança podem alterar profundamente a experiência das pessoas.

O que o participante vai fazer
  • Explorar autonomia e independência.
  • Compreender flexibilidade e controle sobre o trabalho.
  • Analisar variedade e realização.
  • Discutir remuneração e benefícios como parte da experiência.
  • Examinar risco e segurança.
  • Compreender por que diferentes drivers exigem respostas diferentes.
Highlights
Independência e flexibilidadeSegurança psicológicaVariedade e realizaçãoSalário e benefíciosRisco e segurançaInterdependência entre drivers
Semana 7 · Módulo III

O que funciona: intervenções baseadas em evidências

Da boa intenção ao que a literatura mostra

Reconhecer um problema não diz automaticamente o que fazer.

Nesta semana, os participantes examinam evidências científicas sobre intervenções de Work Wellbeing e exploram quais estratégias apresentam suporte para atuar sobre diferentes condições e drivers do trabalho.

O que o participante vai fazer
  • Conhecer evidências sobre intervenções em Work Wellbeing.
  • Diferenciar iniciativas populares de intervenções sustentadas por evidências.
  • Explorar intervenções direcionadas aos principais drivers.
  • Comparar intervenções voltadas ao indivíduo, à equipe, à liderança e ao trabalho.
  • Reconhecer limites e condições de aplicação das evidências.
Highlights
Revisões da literaturaIntervenções baseadas em evidênciasDrivers e mecanismosIntervenções individuais, coletivas e organizacionaisDesenho do trabalhoDesenvolvimento de liderançasLimites da evidência
Semana 8

Escolher, priorizar e desenhar intervenções

O que fazer, onde agir e por quê

Organizações têm múltiplos problemas e recursos limitados. Gestão exige escolha.

Nesta semana, os participantes aprendem a sair da lógica de “fazer ações” e construir intervenções com base no problema, no driver, no mecanismo e nas restrições do contexto.

O que o participante vai fazer
  • Diferenciar iniciativa de intervenção.
  • Compreender o custo de errar o mecanismo.
  • Decidir onde intervir no sistema.
  • Escolher drivers de forma disciplinada.
  • Definir o escopo da intervenção.
  • Priorizar intervenções sob restrição.
  • Transformar uma intervenção em uma hipótese testável.
Highlights
Iniciativa × intervençãoMecanismo de mudançaEscolha de driversEscopo estratégicoPriorizaçãoEficiência × causalidadeHipótese testável
Semana 9 · Work Wellbeing Lab

Work Wellbeing Lab

Da evidência à decisão

A capacidade de gerir Work Wellbeing não depende apenas de conhecer conceitos e modelos. Ela exige julgamento diante de situações reais, informações incompletas, prioridades concorrentes e diferentes possibilidades de ação.

O Lab é dedicado à aplicação integrada do raciocínio desenvolvido até aqui.

O que o participante vai fazer
  • Trabalhar a partir de casos e problemas organizacionais.
  • Identificar quais elementos do sistema estão em jogo.
  • Formular hipóteses.
  • Escolher drivers prioritários.
  • Avaliar alternativas de intervenção.
  • Definir mecanismos e escopo.
  • Justificar decisões com base nas evidências disponíveis.
Highlights
Casos aplicadosDecisão sob restriçãoEvidência em contextoProblema → hipótese → mecanismo → intervençãoDiscussão e feedbackAplicação integrada
Semana 10 · Módulo IV

Medir, avaliar e aprender

A intervenção como hipótese, não como certeza

Implementar uma intervenção não encerra o processo. É preciso acompanhar o que acontece depois e utilizar os resultados para aprender.

Nesta semana, os participantes exploram como medir drivers, bem-estar e resultados, construir indicadores úteis e avaliar se uma intervenção deve ser mantida, ajustada ou interrompida.

O que o participante vai fazer
  • Compreender a passagem da iniciativa à hipótese.
  • Definir o que deve ser acompanhado.
  • Diferenciar drivers, bem-estar e resultados.
  • Aplicar critérios para avaliação de impacto.
  • Construir um dashboard simples.
  • Utilizar dados para aprender e ajustar decisões.
Highlights
HipóteseMensuraçãoDrivers, bem-estar e resultadosQuatro filtros para avaliar impactoDashboardAprendizagem e ajusteDecisão sob incerteza
Semana 11

Da estratégia à execução

Transformar prioridades em ação

Estratégia só produz mudança quando se transforma em execução.

Nesta semana, os participantes organizam prioridades, ações, indicadores e comunicação em um plano aplicável ao contexto da organização.

O que o participante vai fazer
  • Traduzir prioridades em ações.
  • Construir um Plano 30–60–90 dias.
  • Definir etapas de implementação.
  • Estruturar uma narrativa para mobilizar stakeholders.
  • Construir um pitch executivo.
  • Aprender a reagir quando uma intervenção não produz os resultados esperados.
Highlights
Liderança baseada em driversPlano 30–60–90ImplementaçãoComunicação executivaPitchQuando uma intervenção não funcionaAjuste de rota
Semana 12

Integração e fechamento

Bem-estar como uma agenda contínua de gestão

Work Wellbeing não é uma iniciativa com começo e fim.

A última semana é dedicada a integrar a jornada e consolidar a capacidade de observar o sistema, estabelecer prioridades, escolher intervenções, acompanhar resultados e revisar continuamente as decisões.

O que o participante vai fazer
  • Retomar os principais aprendizados das 12 semanas.
  • Integrar sistema, drivers, riscos, intervenções e mensuração.
  • Revisar as decisões construídas durante a jornada.
  • Consolidar aprendizados do Work Wellbeing Lab.
  • Definir prioridades para continuidade.
  • Estabelecer próximos passos para a agenda de Work Wellbeing.
Highlights
Integração da jornadaGestão estratégica de Work WellbeingAprendizados e decisõesContinuidadeAplicação no contexto realPróximos passosFechamento da Especialização