Conteúdo programáticoEspecialização em Gestão Estratégica de Bem-Estar no Trabalho
Uma jornada contínua de 12 semanas para estruturar e gerir o bem-estar no trabalho como uma agenda organizacional.

Adriana Drulla
CEO e cofundadora do Mind e Senior Project Lead na Oxford Research & Development Partners, onde trabalha ao lado de Jan-Emmanuel De Neve, Diretor do Wellbeing Research Centre da University of Oxford e uma das principais referências mundiais em workplace wellbeing.
É psicóloga, bacharel em Economia pela University of California, Berkeley, e bacharel em Administração de Empresas pela Haas School of Business, também da UC Berkeley. É ainda Mestre em Psicologia Positiva Aplicada pela University of Pennsylvania.
Sua atuação combina experiência internacional em negócios, psicologia e ciência do bem-estar, conectando evidências sobre Work Wellbeing a estratégia, desenho do trabalho e decisões organizacionais.
Professores convidados — participações especiais de especialistas ao longo da jornada.
Desenvolver a capacidade de estruturar e gerir o bem-estar no trabalho como uma agenda organizacional, conectando ciência, evidências, prioridades, intervenções e acompanhamento de resultados.
Bem-estar no trabalho como sistema
Do benefício à gestão
Bem-estar no trabalho não é produzido apenas por benefícios, programas ou ações voltadas ao indivíduo. Ele emerge das condições em que o trabalho acontece — demandas, recursos, relações, decisões, práticas e experiências que fazem parte do cotidiano.
Nesta primeira semana, os participantes ampliam o olhar sobre bem-estar e começam a compreendê-lo como um fenômeno sistêmico e, portanto, como uma agenda que pode ser gerida.
- Compreender diferentes formas de pensar bem-estar no trabalho.
- Explorar os conceitos de languishing e flourishing.
- Diferenciar bem-estar individual de Work Wellbeing.
- Reconhecer como características do trabalho influenciam a experiência das pessoas.
- Aplicar uma visão sistêmica ao contexto organizacional.
Bem-estar, performance e business case
Por que essa agenda importa para a organização
Para que bem-estar se torne uma agenda real de gestão, não basta defender sua importância moral ou humana. É preciso compreender o que as evidências mostram sobre sua relação com desempenho e resultados organizacionais e aprender a construir argumentos capazes de sustentar decisões de investimento e priorização.
- Explorar evidências sobre bem-estar e desempenho.
- Compreender diferentes tipos de resultados associados ao Work Wellbeing.
- Examinar como bem-estar pode se relacionar à performance organizacional.
- Entender quais fatores ajudam a explicar essa relação.
- Estruturar o racional de um business case para a agenda de bem-estar.
O modelo de Work Wellbeing e seus drivers
Entender o que influencia o bem-estar no trabalho
Medir bem-estar mostra um resultado. Para gerir essa agenda, é necessário compreender o que pode estar produzindo esse resultado.
Nesta semana, os participantes conhecem uma estrutura para organizar os diferentes fatores que influenciam a experiência de trabalho e começam a distinguir indicadores, drivers e resultados.
- Conhecer o modelo de Workplace Wellbeing.
- Diferenciar bem-estar, drivers e resultados.
- Compreender como diferentes condições do trabalho se relacionam.
- Explorar os principais grupos de drivers.
- Utilizar o modelo como estrutura para compreender problemas organizacionais.
Riscos psicossociais e responsabilidade organizacional
Quando as condições de trabalho se tornam fonte de risco
Nem todo sofrimento relacionado ao trabalho deve ser explicado por características individuais.
Nesta semana, os participantes ampliam o olhar para os riscos psicossociais e para as condições organizacionais que podem gerar estresse, desgaste e sofrimento, discutindo também quem é responsável pela agenda de bem-estar dentro das organizações.
- Compreender o conceito de risco psicossocial.
- Reconhecer formas de manifestação desses riscos no cotidiano.
- Diferenciar fatores individuais de causas relacionadas ao sistema de trabalho.
- Identificar erros frequentes na leitura de riscos.
- Discutir o papel da organização, do RH e da liderança.
Drivers de bem-estar: desenvolvimento, segurança e relações
As condições sociais para prosperar no trabalho
Bem-estar é influenciado por experiências concretas no trabalho.
Nesta semana, os participantes aprofundam drivers relacionados ao desenvolvimento, à qualidade das relações e à segurança psicológica, compreendendo como essas dimensões influenciam aprendizagem, pertencimento, motivação e funcionamento das equipes.
- Explorar desenvolvimento e crescimento como drivers.
- Analisar a qualidade das relações de trabalho.
- Compreender o papel da segurança psicológica.
- Reconhecer como pertencimento e aprendizagem afetam a experiência de trabalho.
- Relacionar drivers a situações reais das organizações.
Drivers de bem-estar: autonomia, realização, recompensas e segurança
Diferentes condições produzem diferentes experiências de trabalho
Dois grupos podem apresentar resultados semelhantes de bem-estar por razões completamente diferentes.
Nesta semana, os participantes ampliam sua leitura dos drivers e exploram como autonomia, flexibilidade, realização, recompensas e segurança podem alterar profundamente a experiência das pessoas.
- Explorar autonomia e independência.
- Compreender flexibilidade e controle sobre o trabalho.
- Analisar variedade e realização.
- Discutir remuneração e benefícios como parte da experiência.
- Examinar risco e segurança.
- Compreender por que diferentes drivers exigem respostas diferentes.
O que funciona: intervenções baseadas em evidências
Da boa intenção ao que a literatura mostra
Reconhecer um problema não diz automaticamente o que fazer.
Nesta semana, os participantes examinam evidências científicas sobre intervenções de Work Wellbeing e exploram quais estratégias apresentam suporte para atuar sobre diferentes condições e drivers do trabalho.
- Conhecer evidências sobre intervenções em Work Wellbeing.
- Diferenciar iniciativas populares de intervenções sustentadas por evidências.
- Explorar intervenções direcionadas aos principais drivers.
- Comparar intervenções voltadas ao indivíduo, à equipe, à liderança e ao trabalho.
- Reconhecer limites e condições de aplicação das evidências.
Escolher, priorizar e desenhar intervenções
O que fazer, onde agir e por quê
Organizações têm múltiplos problemas e recursos limitados. Gestão exige escolha.
Nesta semana, os participantes aprendem a sair da lógica de “fazer ações” e construir intervenções com base no problema, no driver, no mecanismo e nas restrições do contexto.
- Diferenciar iniciativa de intervenção.
- Compreender o custo de errar o mecanismo.
- Decidir onde intervir no sistema.
- Escolher drivers de forma disciplinada.
- Definir o escopo da intervenção.
- Priorizar intervenções sob restrição.
- Transformar uma intervenção em uma hipótese testável.
Work Wellbeing Lab
Da evidência à decisão
A capacidade de gerir Work Wellbeing não depende apenas de conhecer conceitos e modelos. Ela exige julgamento diante de situações reais, informações incompletas, prioridades concorrentes e diferentes possibilidades de ação.
O Lab é dedicado à aplicação integrada do raciocínio desenvolvido até aqui.
- Trabalhar a partir de casos e problemas organizacionais.
- Identificar quais elementos do sistema estão em jogo.
- Formular hipóteses.
- Escolher drivers prioritários.
- Avaliar alternativas de intervenção.
- Definir mecanismos e escopo.
- Justificar decisões com base nas evidências disponíveis.
Medir, avaliar e aprender
A intervenção como hipótese, não como certeza
Implementar uma intervenção não encerra o processo. É preciso acompanhar o que acontece depois e utilizar os resultados para aprender.
Nesta semana, os participantes exploram como medir drivers, bem-estar e resultados, construir indicadores úteis e avaliar se uma intervenção deve ser mantida, ajustada ou interrompida.
- Compreender a passagem da iniciativa à hipótese.
- Definir o que deve ser acompanhado.
- Diferenciar drivers, bem-estar e resultados.
- Aplicar critérios para avaliação de impacto.
- Construir um dashboard simples.
- Utilizar dados para aprender e ajustar decisões.
Da estratégia à execução
Transformar prioridades em ação
Estratégia só produz mudança quando se transforma em execução.
Nesta semana, os participantes organizam prioridades, ações, indicadores e comunicação em um plano aplicável ao contexto da organização.
- Traduzir prioridades em ações.
- Construir um Plano 30–60–90 dias.
- Definir etapas de implementação.
- Estruturar uma narrativa para mobilizar stakeholders.
- Construir um pitch executivo.
- Aprender a reagir quando uma intervenção não produz os resultados esperados.
Integração e fechamento
Bem-estar como uma agenda contínua de gestão
Work Wellbeing não é uma iniciativa com começo e fim.
A última semana é dedicada a integrar a jornada e consolidar a capacidade de observar o sistema, estabelecer prioridades, escolher intervenções, acompanhar resultados e revisar continuamente as decisões.
- Retomar os principais aprendizados das 12 semanas.
- Integrar sistema, drivers, riscos, intervenções e mensuração.
- Revisar as decisões construídas durante a jornada.
- Consolidar aprendizados do Work Wellbeing Lab.
- Definir prioridades para continuidade.
- Estabelecer próximos passos para a agenda de Work Wellbeing.

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